
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) registrou cinco ocorrências de crimes eleitorais nos municípios de Nova Londrina e Marilena durante o segundo turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (25). Os casos integraram a área de atuação da 21ª Delegacia Regional de Polícia e contaram com ação conjunta entre a Polícia Civil, a Polícia Militar do Paraná, o Juízo Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral.
As ilicitudes atenderam a flagrantes de boca de urna, filmagem de urna eletrônica, divulgação de fotos do voto em redes sociais e incentivo/orientação de eleitor na hora da votação. No início da manhã, em Nova Londrina, nas proximidades da Escola Municipal Arthur Bernardes, um homem de 34 anos foi abordado enquanto circulava em veículo adesivado e reproduzindo jingles de campanha. O condutor admitiu a prática após intervenção do juiz e da promotora eleitoral, recebendo voz de prisão e tendo o carro e uma faca apreendidos.
Ainda no município de Nova Londrina, no Colégio Cívico-Militar Vale do Tigre, uma mulher de 62 anos foi detida após ser flagrada escrevendo o número de um candidato e entregando a anotação para orientar o voto de seu pai, de 84 anos. Em outra ocorrência na cidade, uma jovem de 21 anos publicou em suas redes sociais uma imagem da tela da urna com seu voto registrado para a Presidência da República.
No município de Marilena, um homem de 41 anos foi conduzido à delegacia por suspeita de filmar o momento da votação. No fim da tarde, um homem de 34 anos também foi identificado após divulgar a imagem do seu voto para presidente em perfis na internet.
Por determinação do Juízo Eleitoral, todos os envolvidos permaneceram detidos na Delegacia de Polícia Civil de Nova Londrina até a conclusão do pleito, às 17h. Os procedimentos judiciários foram encaminhados à Justiça Eleitoral para análise das sanções previstas na legislação, que proíbe o uso de equipamentos eletrônicos dentro da cabine e proíbe propaganda ou cooptação de eleitores no dia da votação.
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