
O Paraná realizou 9.287 cirurgias bariátricas pelo SUS entre 2022 e julho de 2026, alcançando a segunda maior produção do país, atrás apenas de São Paulo. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que organiza o atendimento por meio de uma linha de cuidado integrada entre a atenção básica, os serviços especializados e os hospitais.
A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a porta de entrada para o tratamento. Nessa etapa, os pacientes passam por avaliação nutricional e clínica, acompanhamento médico e de enfermagem, orientação alimentar, apoio psicológico, atividades físicas e fisioterapia. Entre 2022 e agosto de 2026, a atenção primária realizou mais de 930 mil atendimentos individuais relacionados à obesidade.
Segundo dados do Ministério da Saúde, 73% dos adultos paranaenses avaliados em 2026 estavam acima do peso. Desse total, 34,8% apresentavam sobrepeso e 38,2% algum grau de obesidade.
O encaminhamento para serviços especializados ocorre conforme a gravidade do quadro, a presença de doenças associadas e o índice de massa corporal. A cirurgia bariátrica é considerada um recurso complementar ao tratamento clínico e exige avaliação multiprofissional, além do cumprimento dos critérios do SUS.
O número de procedimentos cresceu de forma contínua: foram 1.563 cirurgias em 2022, 1.884 em 2023, 2.093 em 2024, 2.371 em 2025 e 1.376 até julho de 2026. Até setembro deste ano, 725 pessoas aguardavam pelo procedimento, com tempo médio de 71 dias entre a autorização e a cirurgia.
Atualmente, o Paraná conta com 19 hospitais habilitados para realizar cirurgias bariátricas, distribuídos pelas diferentes macrorregiões de saúde. Após a operação, os pacientes continuam sendo acompanhados por uma equipe multiprofissional durante 18 meses. Depois desse período, o atendimento segue na atenção primária.




