
Uma operação de combate à pesca predatória realizada pelo Instituto Água e Terra (IAT) abordou 80 embarcações e apreendeu centenas de metros de equipamentos irregulares nos rios Paraná e Ivaí, na região Noroeste do Paraná, durante o último fim de semana.
A força-tarefa, coordenada pelo escritório regional de Umuarama, percorreu as áreas de Porto Camargo em Icaraíma, Porto Figueira em Alto Paraíso, além de trechos em Querência do Norte e Ivaté. Ao longo de três dias de ação, os agentes recolheram 400 metros de redes de pesca, 700 metros de espinhéis e cerca de 150 galões utilizados para marcar ceva, uma prática que consiste em lançar alimento na água para atrair os peixes e facilitar a captura.
Durante as diligências, os fiscais também localizaram uma espingarda calibre 32 escondida em uma Área de Proteção Permanente (APP). O proprietário do armamento foi autuado com uma multa de três mil reais, e a arma acabou encaminhada à Polícia Civil para os procedimentos legais. Além do caráter repressivo e da retirada dos materiais proibidos, as equipes aproveitaram as abordagens para promover orientações de educação ambiental aos pescadores da região.
A fiscalização atende às normas da Portaria 223/2025 do IAT, órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável, com o objetivo de coibir a atividade pesqueira em locais proibidos e o uso de métodos nocivos à fauna aquática. O instituto reforça que a população pode contribuir de forma anônima para a proteção ambiental repassando informações exatas sobre crimes contra a flora e a fauna pelo Disque-Denúncia 181 ou pelo canal de atendimento da Ouvidoria do órgão.
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