
Um temporal devastador acompanhado pela passagem de um tornado atingiu Maringá entre a noite de domingo (1º) e a madrugada desta segunda-feira (2), feriado de Finados, provocando destruição generalizada e caos na infraestrutura da cidade. As rajadas de vento ultrapassaram 81 km/h e a chuva acumulou 39,8 milímetros entre meia-noite e 6h15, segundo dados do Simepar veiculados pelo portal GMC Online.
Diante do cenário crítico, a Prefeitura de Maringá instalou um gabinete de gestão de crise no auditório do Corpo de Bombeiros e iniciou a elaboração do decreto oficial de situação de emergência e calamidade pública. A gravidade dos estragos levou o governo estadual a autorizar a cessão emergencial de 32 apenados do Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen-PR) para atuar na limpeza das vias. A frota municipal do município vizinho de Doutor Camargo, comandada pelo prefeito Carlos de Paula (PSB), também foi deslocada para auxiliar os trabalhos de desobstrução com caminhões, equipamentos pesados e motosserras.
A força do vento arrancou árvores pela raiz, derrubou postes e arrancou a cobertura completa de um posto de combustíveis. Na Avenida Colombo, trecho urbano da BR-376, diversas árvores caíram sobre a pista, bloqueando totalmente o tráfego de veículos e forçando o desvio da circulação para os contornos Norte e Sul. Rajadas também derrubaram estruturas nas avenidas Brasil, Tiradentes e Tuiuti. Na Avenida Humaitá, árvores atingiram veículos estacionados, enquanto na Rua Fernão Dias a queda de uma vegetação de grande porte destruiu o muro de uma igreja. Na Vila Operária e no Jardim Itaparica foram registrados múltiplos destelhamentos e queda de postes.
A rede de distribuição de energia elétrica sofreu danos severos em múltiplos bairros e na região central. Em um dos episódios, uma árvore caiu sobre um edifício residencial provocando o rompimento de vidros e um princípio de incêndio após um curto-circuito na fiação elétrica do poste da rua. As proximidades da Santa Casa também registraram queda de galhos e interrupção na eletricidade, mas a operação do hospital foi preservada. A própria Companhia Paranaense de Energia (Copel) enfrentou dificuldades operacionais para que os caminhões de manutenção deixassem os pátios no início da manhã devido a bloqueios Viários.
A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros orientam a população a não se aproximar nem manusear galhos ou estruturas que estejam em contato com fios elétricos. Devido à instabilidade nos canais telefônicos de emergência do Corpo de Bombeiros, Samu e Polícia Militar provocada pelo temporal, o atendimento priorizou a desobstrução de acessos essenciais e o socorro a áreas críticas. Até o momento não há registro confirmado de vítimas ou feridos gravemente atingidos pela tempestade.
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