
A família de Íria Roman Talasca, morta ao lado da filha de três anos após o carro em que estavam afundar no rio Paraná, em Porto Rico, apresentou laudos periciais para provar que a tragédia foi um acidente, contestando formalmente a prisão do viúvo Márcio Alexandre Talasca.
O caso, que ganhou repercussão nacional com reportagem veiculada na noite de hoje pelo programa Domingo Espetacular, da Record, ocorreu na noite de 2 de maio. O casal saiu de Nova Londrina para visitar o filho mais velho quando o veículo caiu em uma rampa de acesso de embarcações escura, submergindo em menos de um minuto.
Márcio conseguiu nadar até a margem para pedir socorro, mas foi detido seis dias depois sob denúncia de feminicídio e vicaricídio. A acusação do Ministério Público teve como base o relato de testemunhas que afirmaram ter ouvido uma discussão e visto o homem assumir a direção após um churrasco.
Contrariando a denúncia oficial, os pais e a irmã de Íria estão convencidos da inocência de Márcio. Os familiares declaram que a própria mulher conduzia o veículo na noite do fato, uma vez que o marido havia consumido maior quantidade de bebida alcoólica.
Para sustentar a tese, a defesa contratou uma perícia particular que analisou imagens de câmeras de segurança ao longo do trajeto. O documento conclui tecnicamente que Íria estava ao volante, apontando características físicas e marcas de roupas da condutora. Essas evidências contrastam com a figura no banco do passageiro, que aparece nas imagens sem camisa e com postura de quem passava mal.
O perito também destacou o acionamento sequencial de luzes de freio e ré durante a queda. O laudo indica que houve a perda de controle de uma motorista desorientada e sem o uso de GPS, descartando a hipótese de um ato premeditado.
Com as novas evidências científicas e o apoio formal dos parentes da esposa, a defesa do viúvo, que se encontra detido na cadeia pública de Maringá, protocolará o pedido de revogação da prisão preventiva e a impronúncia do réu. O argumento central sustenta que as mortes não decorreram de ação criminosa, mas de um erro grave de trajeto seguido de perda de controle direcional.
#pdnnotícias #portorico #novalondrina #rioparana #investigacao #policiacivil #justica #domingoespetacular #noticiário #parana




