
Um servidor da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) foi preso pela Polícia Civil sob a suspeita de emitir documentos fraudulentos para legalizar o transporte de cerca de 2 mil cabeças de gado furtadas no Noroeste do estado.
A ação policial cumpriu 14 mandados de prisão preventiva e efetuou sete prisões em flagrante contra uma organização criminosa que causou prejuízo estimado em R$ 10 milhões a produtores rurais ao longo de sete anos de atuação.
As apurações tiveram início em agosto de 2025, após o furto de 29 bovinos em uma fazenda de Alto Paraná. O grupo realizava levantamento prévio das propriedades, organizava o transporte e direcionava os animais a leilões ou receptadores em outras regiões. Em março deste ano, dois homens haviam sido detidos em Terra Rica, ocasião em que 13 animais foram recuperados.
Segundo o delegado João Lucas Vieira Caetano, em entrevista à RPC TV, o funcionário público atuava como facilitador logístico ao providenciar a documentação falsa que acobertava o transporte dos bovinos. No cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam armas, caminhões, documentos e instrumentos de marcação de gado.
Em declaração reproduzida pela Gazeta do Povo, o chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, afirmou que a instituição colabora com as autoridades e abrirá uma sindicância interna para adotar as medidas administrativas e sanitárias cabíveis em relação ao servidor.
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