
Trabalhadores dos Correios aprovaram paralisação nacional por tempo indeterminado a partir das 22h de quinta-feira, 10 de setembro de 2026, após negociações salariais terminarem sem acordo. O estopim para a decisão tomada nas assembleias de categoria foi a divergência sobre as alterações no plano de saúde. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FINDECT), as modificações propostas ameaçam a condição da empresa pública como mantenedora do benefício. Por outro lado, os Correios afirmam que a assistência médica foi integralmente preservada dentro do pacote negociado.
De acordo com a estatal, a proposta apresentada contempla a manutenção da assistência à saúde, o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, além do atendimento a 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo. Diante da deflagração do movimento, que obteve adesão em 35 assembleias e tinha votação prevista no Acre para o dia 11 de setembro, a empresa ativou seu Plano de Continuidade de Negócios. A estratégia inclui medidas logísticas, reforço operacional e remanejamento de equipes para minimizar eventuais impactos na prestação dos serviços.
O movimento de paralisação ocorre em meio a um cenário econômico desafiador para a companhia estatal, que acumulou prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026 e registra 15 trimestres consecutivos de saldo negativo. Para tentar reestruturar as operações, a empresa está estruturando um novo financiamento de aproximadamente R$ 7 bilhões, somado à previsão de um aporte de R$ 6 bilhões por parte da União até o final de 2027. Os reflexos operacionais nas entregas ainda variam entre as regiões e unidades do país.
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