

Defesa de ex-secretário de Terra Rica pede anulação de prisão e acusa promotor de parcialidade
A defesa do ex-secretário de Esportes de Terra Rica, Celso Vinícius Gimenes Azoia, protocolou nesta segunda-feira um pedido de suspeição contra o promotor de Justiça local e sua assessora, alegando perseguição política e quebra de imparcialidade na investigação que resultou em sua prisão.
O advogado Kim Rafael Serena Antunes argumenta que a denúncia que motivou a prisão de Azoia, conhecido como "Kalunga", partiu de Francyelle dos Santos, assessora direta do promotor Luiz Henrique Guimarães Hohmann. Segundo a petição, Francyelle omitiu seu vínculo profissional com o Ministério Público ao registrar a queixa inicial na Polícia Civil apenas como "aluna de academia".
A defesa aponta ainda um suposto conflito de interesses de cunho partidário, já que a assessora é casada com o irmão de Murilo Maior, candidato derrotado a vice-prefeito na eleição de 2024 pela oposição. O ex-secretário foi o coordenador da campanha vitoriosa do atual prefeito, Agnaldo, o que motivaria, segundo o defensor, uma manobra persecutória com contornos de vingança político-familiar.
Outro ponto questionado no recurso é uma suposta incoerência cronológica na decretação da prisão preventiva, ocorrida em 9 de julho. O Ministério Público alegou descumprimento de medidas cautelares devido a um contato telefônico realizado em 2 de julho, data em que o ex-secretário ainda não havia sido formalmente notificado sobre as restrições decretadas pela Justiça no dia 30 de junho.
Atualmente detido na cadeia pública de Nova Londrina, "Kalunga" havia sido afastado do cargo sob suspeita de peculato, em supostos desvios que superam R$ 100 mil. A defesa agora requer a libertação imediata do réu, a anulação dos atos processuais e o envio do caso à Corregedoria-Geral do Ministério Público do Estado do Paraná para apuração de responsabilidade funcional. O órgão de acusação ainda não se manifestou sobre o incidente.
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