
A União das Entidades do Noroeste Paranaense (Uenor) cobrou formalmente da concessionária EPR Paraná, no dia 29 de maio de 2026, intervenções estruturais imediatas na rodovia PR-182, no trecho entre Nova Londrina e Diamante do Norte, com o objetivo de frear o índice alarmante de acidentes na via.
O documento oficial, assinado pelo presidente da entidade, Jorge Bezerra Guedes, alerta para o perigo iminente aos motoristas, provocado pela sinalização ineficaz e geometria severa da pista. Uma auditoria visual mapeou cinco pontos de extrema periculosidade que exigem ação prioritária da engenharia, localizados nos quilômetros 08, 11, 14, 28 e 31, percurso que abrange também o município de Itaúna do Sul. O diagnóstico mais grave concentra-se no quilômetro 31, em Nova Londrina, onde falhas no sistema de drenagem causaram fortes erosões, conhecidas como voçorocas, que ameaçam a integridade do asfalto.
Clique aqui para ver o documento "Ofício 06-2026 Uenor assinado.pdf"
Para garantir a trafegabilidade e a segurança, a Uenor detalha no ofício a necessidade de soluções técnicas rápidas. As exigências incluem a pintura imediata de faixas, implantação de placas ostensivas, instalação de redutores de velocidade, readequação do traçado nas curvas mais perigosas e obras de canalização de águas fluviais para conter o processo erosivo.
A entidade ressalta que o contrato de trinta anos com a nova gestora não pode ser inaugurado com omissões em locais já diagnosticados como letais, tratando a solicitação como um apelo humanitário. A expectativa da sociedade civil é de que a EPR Paraná atue de forma transparente, técnica e ágil, priorizando a preservação de vidas e eliminando os riscos de fatalidades no trajeto.
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