
A tribuna da Câmara Municipal de Diamante do Norte foi palco de um tenso embate verbal entre os vereadores Sérgio Rodrigues e Sargento Santos (José Luís dos Santos) durante sessão ordinária.
O desentendimento foi motivado por comentários e boatos que circularam na cidade, sugerindo que Sérgio Rodrigues teria questionado ou se oposto ao Projeto de Lei nº 72/2026, que autoriza a cessão de um veículo municipal para a Associação Voluntária de Combate ao Câncer (AVCC).
Ao iniciar seu discurso nas explicações pessoais, o vereador Sérgio Rodrigues fez questão de celebrar a aprovação do projeto da AVCC, destacando que sua própria esposa já necessitou desse tipo de suporte no passado e que nenhum parlamentar se oporia a um projeto de tamanha relevância para a saúde pública.
No entanto, o parlamentar demonstrou profunda indignação com os boatos de que estaria tentando barrar ou criticar a iniciativa. Sérgio explicou que, durante uma reunião das comissões da Casa — que contava com a presença do cidadão Paulo Afonso e do próprio Sargento Santos —, apenas perguntou quem seria o motorista indicado para o veículo, justificando que havia recebido ligações de munícipes com essa dúvida.
Sérgio defendeu seu direito e dever constitucional de fazer perguntas sobre as matérias em tramitação no Poder Legislativo. Em tom inflamado, repudiou a distorção da sua fala e disparou críticas a quem espalhou o boato: "Se saiu daqui de dentro falando, quem foi que falou não passa de um moleque, de um moleque que não tem responsabilidade do que faz do trabalho dele como vereador (...) o caba tem que ser macho e falar". Ele ainda colocou à disposição as filmagens da reunião interna para comprovar que jamais se posicionou contra o projeto.
A resposta do vereador Sargento Santos ocorreu logo em seguida na ordem da tribuna. Santos contestou a versão de Sérgio, sustentando que temas como a indicação do motorista, a origem dos recursos e a cobertura do seguro do veículo já haviam sido previamente explicados nas reuniões internas da Câmara.
Inconformado por ter sido indireta ou diretamente associado à acusação, Sargento Santos rechaçou o adjetivo utilizado pelo colega de plenário e subiu o tom da controvérsia: "O vereador Sérgio veio com ofensa chamando de moleque. Eu não sou da sua laia (...) Se você quiser ir no inferno, na casa do diabo para nós dois acertarmos, a gente acerta, porque eu não vou fazer o que você fez com outro aí na rua (...) Eu não refugo para você, tá?".
Apesar da forte fricção pessoal e política evidenciada durante os pronunciamentos individuais, o Projeto de Lei nº 72/2026 não sofreu objeções no momento da votação e foi aprovado por unanimidade por todos os parlamentares presentes no plenário.
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